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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Profissionais maduros estão em alta no mercado

http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/profissionais-maduros-estao-em-alta/51262/

O site referenciado no link acima traz matéria muito interessante sobre uma tendência que vem se instalando a cada dia no mercado de trabalho do Brasil. Trata-se do aumento no número de oportunidades profissionais para colaboradores mais experientes e maduros. 

Essa tendência ocorre principalmente por conta de toda uma transformação que a tecnologia e o perfil dos novos profissionais trouxeram ao mercado como um todo e, como tudo na vida, exigem períodos de adaptações às novas realidades. É nesta etapa do desenvolvimento do mercado de trabalho que estamos vivenciando aqui no Brasil.

Com a melhoria da economia nacional veio também o aumento no número de emprego, gerando consequentemente, necessidade de adaptação das empresas e dos colaboradores às novas demandas. As corporações precisam manter-se aquecidas e para isso é primordial que o país "produza" profissionais qualificados técnica e comportamentalmente. Na prática, não é bem o que podemos observar, pois sabemos que a informática trouxe necessidade de renovação nos procedimentos e processos empresariais e o que podemos identificar é que há uma verdadeira defasagem entre o real e o ideal.

Notamos que os profissionais mais jovens (gerações Y e Z) demonstram muita facilidade em adaptar-se as novidades tecnológicas e sabem muito bem como aproveitar o melhor que cada ferramenta apresenta. Trazendo assim, um potencial produtivo muito grande para as corporações. No entanto, tratam-se de profissionais que acompanham a velocidade dessa tecnologia e que nem sempre tem maturidade e/ou paciência para mostrar seus reais valores a fim de crescer gradualmente, em conjunto com a organização. Esses profissionais esperam resultados imediatos, não estão acostumados a esperar por nada (característica potencializada pela era do móbile) e isso vem refletindo diretamente na estrutura organizacional das corporações, bem como nas demandas pontuais que surgem em decorrência dessa situação. Afinal de contas, sai muito caro para o empregador fazer e refazer processos seletivos para reposição de profissionais que deixam o cargo no meio do desenvolvimento de um projeto, além do desgaste físico e emocional que gera esse processo de seleção. Os profissionais jovens ainda não perceberam (em sua maioria) que é preciso planejar sua carreira pelo menos a médio prazo para poder conquistar o tão desejado sucesso profissional. A instabilidade emocional e profissional tem sido características marcantes dessa geração e isso vem interferindo diretamente no conceito que as organizações estão criando a respeito do perfil desses jovens trabalhadores. Para o empregador, de nada adianta o profissional ser dinâmico e antenado se não há perspectiva que ele se desenvolva junto com os projetos que eles mesmos propõe e iniciam. A continuidade dos processos é fundamental para que os resultados esperados sejam obtidos, tanto por parte do colaborador quanto do empregador. Esses profissionais tem muito a oferecer, principalmente no que diz respeito a tecnologia e inovação e agilidade.

Na contra mão da geração Y e Z vem os profissionais mais maduros e experientes, os chamados "Baby Boomers". Estes, em sua grande maioria, não se atentaram às novidades tecnológicas e aos desafios que essa nova era (digital) traz àos colaboradores e às organizações. Além disso, ainda não fica claro para alguns Baby Boomers quais são as reais vantagens que as ferramentas digitais permitem ao desempenho de suas realizações e muitos deles acabam resistindo a utilização dessas novidades e até menosprezam o potencial dessas ferramentas, em detrimento de sua grande vivência anterior. O fato é que estes profissionais, ao contrário dos mais jovens, já possuem toda uma bagagem emocional, pessoal e profissional e tem muito a contribuir para a melhoria dos processos e procedimentos das empresas. Sua maior contribuição para as organizações é o capital intelectual que tem a oferecer a partir de suas experiências profissionais anteriores e também por vivenciarem eras de transformação no mundo corporativo. Outra característica importante nesse processo que o mercado de trabalho brasileiro está vivenciando, e que os profissionais mais experientes se destacam é em relação a estabilidade profissional. Essa qualidade é de suma importância para que o negócio atinja os resultados esperados.

Na minha opinião, o que está faltando neste momento é o elo de ligação entre os mais jovens e os mais experientes. Os mais jovens acabam exigindo salários altos, incompatíveis com seus experiências e os mais maduros, sentem-se desvalorizados por conta de salários considerados baixos se levado em consideração toda bagagem conquistada ao longo da carreira profissional. É preciso mais humildade de ambas as partes para compreender o todo de um processo organizacional e principalmente,se disponibilizar a correr atrás do desenvolvimento de características complementares aos que já apresenta (sejam técnicos e/ou comportamentais).

Não é pretensão desse post determinar ou indicar qual profissional é mais competente ou promissor mas sim alertar tanto os contratantes quanto os profissionais das gerações X, Y, Z e Baby Boomers de que é importante aliar as diferenças de características nas equipes de trabalho, pois os mais jovens podem ter muito a ensinar para os mais experientes sobre a importância e relevância das ferramentas digitais para os processos empresariais e os mais experientes podem ensinar os mais jovens sobre a importância da postura profissional e dedicação aos objetivos traçados. Além é claro, de ensinar os "atalhos" aprendidos ao longo da carreira e que em muitos casos fazem a diferença entre o sucesso e o insucesso.

Entendo que seja apenas uma questão de tempo para conseguirmos alcançar o equilíbrio ideal e é uma pena que alguns profissionais acabem sendo sacrificados de certa forma, por conta dessa evolução natural no mercado de trabalho do Brasil.

Desejo sucesso a todos,

Daniel van der Broocke Campos de Figueiredo
Supervisor de Interatividade




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