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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Case de sucesso em relação a disparidade salarial

http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI282586-16366,00-A+UNIAO+PELA+DISPARIDADE.html

           Por Álvaro Oppermann
   Reprodução
Michael Jordan. O supersalário dele estimulava os companheiros


Os supersalários costumam ser muito criticados. Porém, um estudo conjunto de professores da Kellogg e de Stanford está mostrando que, pelo menos na NBA (a liga profissional de basquete dos Estados Unidos), a disparidade de salário entre os craques e os demais jogadores é salutar para a equipe. No futebol espanhol, um estudo do Iese sobre o Real Madrid e o Barcelona mostra a mesma coisa. “No basquete, a interdependência é fundamental para o desempenho, e a hierarquia ajuda a organizá-la”, diz Adam Galinsky, professor da Kellogg e coautor do estudo, que examinou dados sobre “dispersão de pagamento”, tempo de jogo dos atletas, percentagem de vitórias, pontos marcados e outras estatísticas de jogo de 1997 a 2007. “A disparidade salarial e a hierarquia estão positivamente relacionadas à boa performance da equipe”, diz Nir Halevy, outro coautor. Um dado curioso: no beisebol, mais individualista, a disparidade é negativa.
Em 1997, o Chicago Bulls, liderado pelos craques Michael Jordan, Scottie Pippen e Dennis Rodman, 
conquistou o tricampeonato da NBA. Era um time de alta disparidade salarial.
O Barcelona viveu, entre 2003 e 2006, um período de ouro. Recebeu a alcunha de “Samba Team” 
graças à dupla arrasadora de ataque, Ronaldinho Gaúcho e o camaronês Samuel Eto’o. “No Barça, 
a estratégia de composição da equipe foi: poucos craques e uma base sólida de juniores e jogadores 
medianos”, diz Sandalio Gómez, coautor do estudo do Iese. O Real Madrid penou no mesmo
 período; paradoxalmente, pelo excesso de craques.
Em contrapartida, o time teve alto desempenho entre 2000 e 2003, sob o sistema “Zidanes e Pavones”
(mistura de gênios e juniores).
Na NBA, a hierarquia gerou um ciclo virtuoso. Estimulou o senso de liderança dos craques e a 
cooperação do resto dos jogadores. “Receber do craque um high five (cumprimento com a mão) 
é um sinal de prestígio do novato”, diz Galinsky.
“A hierarquia é vista como algo justo.”

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