"Viver a fantasia do Papai Noel é muito saudável pois trabalha o imaginário infantil", explica psicólogo
“... e então, à meia-noite do dia 24, o Papai Noel vai deixar seu presentinho aqui na árvore de Natal...” Pode ser que seja mais ou menos esse trecho da história do bom velhinho que seus pais contavam e que você ainda guarda na memória. A chegada dessa noite tão especial era aguardada com ansiedade, e você mal podia esperar para ver se seu pedido tinha sido atendido.
Mas não se engane! Não ache que tudo isso foi uma grande besteira! A fantasia infantil, que alimenta esse mundo imaginário, se faz necessária e, segundo especialistas, não há nada de mal nisso. Muito pelo contrário, é saudável e deve existir. “Não existe uma idade certa para revelar a verdadeira história. Viver a fantasia do Papai Noel é muito saudável pois trabalha o imaginário infantil, que terá a função de auxiliar no desenvolvimento. A fantasia de existir o Papai Noel nada mais é do que trabalhar o conceito da esperança, de acreditar que as coisas são possíveis”, explica o psicólogo credenciado ao Convênio Psicológico do Grupo SIP, André Uniga Junior.
Hoje, como as crianças estão cada vez mais conectadas e rodeadas, desde cedo, de muita informação, é bem provável que elas descubram que o bom velhinho nada mais é do que aquele tio “fofinho”, vestido com uma roupa vermelha, com um saco cheio de papel velho nas costas e, que na verdade, os presentes dados foram comprados pelos pais e avós. No entanto, colocar os pequenos frente a essa realidade faz com que eles sejam inseridos no mundo adulto mais cedo. “Eles se sentem parte de um mundo que ainda não é deles, o que vai tornar um diferencial na relação com os amigos. Mas impedir a vivência dessa fantasia só colocará essa criança mais perto de um mundo que nem sempre é tão fácil”, completa o psicólogo.
E os pais se perguntam: como explicar a verdade? Há alguma fórmula mágica? A resposta é não. “Sempre pontuo que se for contar a verdade, que conte como ela é. Fale que a estória é para crianças e faz parte do mundo imaginário infantil. Mas lembre-se: deixar esse mundo imaginário, para que as crianças acreditem que tudo é possível nessa época do ano, é saudável e alimenta a alma”, finaliza André.

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